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Cremilda Dentro da Escola - http://cremilda.blig.ig.com.br
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09/12/2006 11:51
Diretas Já! Enganação jamais.
Um deputado estadual de SP apresentou um projeto de lei que a corporação dos professores não aprova...
Se a Apeoesp e a Udemo não querem é porque é bom para os pais, para os alunos e para a escola... Por isso, já, de cara esse projeto do Enio Tatto (PT) me chamou a atenção... É um projeto que com algumas melhorias pode vir a ajudar muito a democratização da escola: Eleições Diretas para Diretor de Escola Pública (Projeto de Lei 811/2005).
Os pais e alunos sabem "de cor e salteado" quem é o bom professor e o bom diretor.
Um outro deputado estadual, também do PT, quando era vereador apresentou um Projeto semelhante, mas que era um verdadeiro descalabro. Uma coisa escancarada e imoral. Era uma FÁBRICA DE MARAJÁS. O diretor seria eleito por um processo dirigido pelo Conselho de Escola... Já começou por aí o buraco... Conselho de Escola não é um órgão democrático. Os Conselhos de Escola são dirigidos pela panelinha da escola.
Nesse projeto imoral, a diretora era escolhida e podia ficar seis meses na função e sair, por conta própria ou retirada pelos "eleitores"... Só que ela perdia o cargo, mas levava o salário... Então ficava assim: tirava um "porco gordo" e punha um "porco magro" no lugar... para engordar. A cada seis meses, uma escola trocava a diretora... entrava pobre e saia "bonita"...
Outra coisa que precisa ser revisto nesse projeto do Enio Tatto é quem vota. O peso dos votos precisa ser avaliado de modo que os representantes dos pais sejam em número maior no processo de fiscalização. Em uma eleição onde a Apeoesp e a Udemo tivessem o mesmo peso que os pais têm já iria, por ai, contaminar todo o processo.
O eleito teria de ter cinquenta por cento dos votos mais um, levando em conta o número total de alunos na escola e de seus pais. Num processo desse, os pais e os alunos teriam que ser a maioria esmagadora de votantes. A eleição tem de ser obrigatórioa para todas as escolas. Tem de garantir a participação de todos os pais e alunos. Se a maioria dos pais não votarem que não ocorra a eleição. Isto obrigará a escola a mobilizar os pais. Não valeria a eleição se não participassem a maioria dos pais. Não adianta ter uma eleição em que a maioria dos pais não participe, pois os professores poderiam boicotar a presença dos pais... e eles mesmos escolheriam quem lhes interessassem... Do mesmo jeito que manipulam a eleição dos Conselhos de Escola.
Deve haver uma intervenção na escola em que a eleição não contar com a participação da maioria dos pais e dos alunos. Não é democrática a escola em que os pais não participam.
O Diretor eleito ficaria três anos no cargo e, quando saisse, deve deixar, junto com o cargo, o salário de diretor, para evitar que esse projeto se transforme uma FÁBRICA DE MARAJÁS.
É isso. É um projeto interessante, mas que precisa de ajuste. Já de cara, se a corporação não gostou,então é bom...
Esse deputado parece democrático, vamos discutir com ele...
Se for bom para a escola... se for bom para a educação... se for bom para a qualidade do ensino... a corporação vai ter de engolir. Quem sabe, uma vez na história da educação no Brasil, a escola pública leve vantagem sobre os interesses egoistas da corporação dos professores.
Que ninguém seja ingênuo de acreditar que os professores vão deixar, uma vez na vida, de olhar para o próprio umbigo.
Defendo eleição direta com a participação de todos os pais. Mas não aceito que seja feita mais uma enganação pela direção da escola
enviada por Cremilda
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Os maus exemplos das escolas públicas: 1. Escola Estadual Octacílio de Carvalho Lopes (zona leste, S. Paulo/SP)
2. Escola Estadual David Eugênio dos Santos (zona norte, S. Paulo/SP)
3. Escola Estadual Brasílio Machado (zona sul, S. Paulo/SP)
Aguardem a relação completa... |
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